
Brasileiro precisa tomar 60 decisões após falecimento de parente
O impacto emocional da perda de um ente querido costuma vir acompanhado de uma série de exigências práticas e burocráticas urgentes. O processo de organização após um óbito leva, em média, seis horas para ser concluído, período em que os familiares precisam lidar com cerca de 60 tomadas de decisão. Apesar de ser uma etapa inevitável da vida, a morte ainda é um tema evitado por grande parte dos brasileiros. Uma pesquisa do Sindicato dos Cemitérios e Crematórios Particulares do Brasil (SINCEP) aponta que 73% das pessoas evitam o assunto, o que gera um grande desconhecimento sobre os trâmites necessários.
O mesmo levantamento indica que 48,6% dos entrevistados afirmam não estar prontos para lidar com o falecimento de terceiros. Essa falta de preparo contrasta com a realidade do país, que registra anualmente cerca de 1,4 milhão de óbitos, segundo dados de 2024 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Questões urgentes, como quem deve ser informado primeiro, os detalhes da cerimônia, os prazos legais a serem cumpridos e o que fazer com documentos e contas bancárias do falecido, costumam sobrecarregar as famílias em luto.
📸 Arquivo/Prefeitura de Itaúna
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