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Juatuba: Homem condenado a 65 anos por feminicídio
Juatuba: Homem condenado a 65 anos por feminicídio
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Juatuba: Homem condenado a 65 anos por feminicídio

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Visto em instagram.com — conteúdo original do parceiro

O Tribunal do Júri da Comarca de Juatuba condenou Ítalo Jefferson da Silva pelo homicídio da estudante de Psicologia Vanessa Lara de Oliveira Silva, de 23 anos. A sentença foi proferida pela juíza Alina Tereza de Mattos Azevedo após um julgamento com mais de 10 horas de duração.

O réu foi considerado culpado pelos crimes de feminicídio qualificado, estupro e ocultação de cadáver. A pena fixada foi de 65 anos, 8 meses e 23 dias de reclusão em regime inicial fechado. Além da pena de prisão, foi determinada a obrigação de pagar R$ 100 mil em indemnização por danos morais à família da vítima. Ítalo não poderá recorrer da decisão em liberdade e continua detido no Presídio José Martinho Drumond, em Ribeirão das Neves.

Relembre o caso

Vanessa Lara era moradora de Pará de Minas e trabalhava no Sine de Juatuba. A jovem foi morta no dia 9 de fevereiro, quando regressava a casa após o expediente. O seu corpo foi localizado no dia seguinte, 10 de fevereiro, numa área de vegetação às margens da BR-262.

De acordo com a denúncia do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), a vítima sofreu violência sexual e foi morta por estrangulamento com o cabo de um portátil, tendo o corpo sido posteriormente ocultado. O acusado foi preso a 12 de fevereiro em Carmo do Cajuru, enquanto tentava fugir a bordo de uma locomotiva de comboio.

Histórico criminal

À data do crime, Ítalo cumpre pena em regime de prisão domiciliária. Conforme dados do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), o réu acumula antecedentes por roubo e estupro, somando condenações anteriores que totalizam mais de 38 anos. Desse total, já havia cumprido quase 24 anos de pena antes de cometer o novo crime.

Em declarações à imprensa local, Matheus Silva, irmão da vítima, expressou a dor vivida pela família ao longo do processo e a expetativa por justiça antes do desfecho no tribunal.

Crédito: Bruno Francis/TJMG

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