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Ministro do STF afasta diretor-geral da Polícia Federal

Ministro do STF afasta diretor-geral da Polícia Federal

Visto em instagram.com — conteúdo original do parceiro
Ao afastar nesta terça-feira 08/9, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, o ministro André Mendonça, do STF, tirou da chefia da corporação o homem cuja gestão possibilitou a investigação e prisão de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Além disso, sob a chefia de Rodrigues a PF elucidou o assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes e revelou o esquema bilionário de descontos ilegais de aposentados e pensionistas do INSS. Andrei Rodrigues estava à frente da PF desde janeiro de 2023. Em pouco mais de três anos e meio, sua gestão acumulou algumas das investigações de maior repercussão política, econômica e criminal do país. Também conduziu apurações sobre a tentativa de golpe para impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e operações contra políticos suspeitos de envolvimento com organizações criminosas. - A PF que prendeu Vorcaro É o caso Master que torna especialmente sensível o afastamento de Andrei. Foi durante sua gestão que a PF deflagrou a Operação Compliance Zero e prendeu Daniel Vorcaro. O banqueiro havia tentado, antes de ser preso, acionar interlocutores com acesso ao próprio diretor-geral da PF e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet. Mensagens posteriormente encontradas no celular de Vorcaro mostram que ele queria que Andrei e Gonet fossem procurados para evitar que seus subordinados fizessem, nas palavras atribuídas ao banqueiro, "alguma sacanagem". A investida não impediu a operação. Vorcaro acabou preso e seu celular se transformou em uma espécie de mapa de suas relações com integrantes dos poderes político, econômico e Judiciário. O material encontrado pela PF está na origem da crise que hoje envolve Mendonça, Alexandre de Moraes, a Procuradoria-Geral da República e a própria direção da Polícia Federal. Caso Marielle foi elucidado sob Andrei Outro caso que marcou a gestão de Andrei foi a investigação dos assassinatos da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. O crime permaneceu por quase seis anos sem que seus mandantes fossem identificados. 📸 Andressa Anholete/Agência Senado
Publicado em 11/09/2026
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