
TSE rejeita ação contra reajuste do Bolsa Família
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O ministro Mendonça, do TSE, rejeitou ação do deputado federal Zé Tovão (PL-SC), aliado do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que questionava o reajuste do Bolsa Família anunciado por Lula nesta quinta 17/9.
O ministro André Mendonça, sorteado relator do caso no TSE, menciona decisões anteriores segundo as quais um candidato a deputado federal não tem legitimidade para apresentar esse tipo de ação contra um candidato à Presidência da República, uma vez que os dois cargos são disputados em circunscrições eleitorais diferentes.
Na ação, o deputado havia afirmado ser "necessária a intervenção da Justiça Eleitoral" para impedir que a estrutura administrativa e os recursos públicos fossem usados de modo a "comprometer a igualdade de oportunidades entre os candidatos."
Trovão havia pedido pediu que Mendonça determinasse ao governo, de forma provisória (liminar), o não reajuste do benefício até o julgamento da ação ou até o final das eleições.
- Bolsonaro fez o mesmo em 2022
Próximo ao pleito de 2022, seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), aumentou o benefício em 50%.
- Agora em 2026, Flávio é contra
“Não caia na falsa promessa da picanha, porque Lula está em desespero”, afirmou Flávio.
“Lula acabou de fazer um decreto, mesmo sabendo que é ilegal e proibido durante as eleições. Fez uma coisa que não fez em quatro anos de governo. Faltando 17 dias para a eleição, ele acha que vai enganar alguém dando reajuste no Bolsa Família.”, falou o candidato na (BA) nesta quinta 17/9.
- Lula anuncia reajuste
Mais cedo, Lula anunciou um reajuste de 15% no Bolsa Família, o primeiro feito pelo atual governo.
O piso do programa passará de R$ 600 para R$ 691 a partir de outubro. Segundo o ministério do Planejamento, o benefício médio subirá dos atuais R$ 675 para R$ 777.
O reajuste acompanha a correção pela inflação desde junho de 2023, segundo o governo.
- STF considerou aumento de 2022 inconstitucional
Em ano eleitoral, o então presidente Bolsonaro aprovou uma emenda à Constituição que reconhecia estado de emergência.
A medida permitiu despesas extraordinárias de cerca de R$ 41 bilhões naquele ano.
📸 Luiz Roberto/TSE
✍🏻 Por G1
Publicado em 18/09/2026
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