
Concorrência asiática domina importação de tecidos
Concorrência asiática respondeu por 79,7% da importação de tecidos em julho.
O estudo da Fecomércio também aponta elevada concentração geográfica das importações relacionadas à moda. Em julho de 2026, a China respondeu por 51,2% do valor total importado nos grupos analisados e por 57,8% das quantidades. A presença chinesa é ainda maior em algumas categorias. Nos tecidos, segmento que já puxou a indústria têxtil em Itaúna, a China respondeu por 70,3% do valor e 79,7% da quantidade importada. Em vestuário, representou 43,9% do valor, mas impressionantes 98,4% da quantidade. Nos acessórios, a China respondeu por 53,7% do valor importado. Entre os calçados, Vietnã e Indonésia aparecem nas primeiras posições.
Os números demonstram que a concorrência internacional enfrentada pela cadeia brasileira da moda está concentrada em um número reduzido de países, sobretudo asiáticos. Segundo o estudo, essa característica torna o mercado doméstico mais sensível a alterações nas condições de importação.
A análise da Fecomércio destaca que a discussão em torno da chamada “taxa das blusinhas” envolve mais do que arrecadação ou preço final ao consumidor. O tema alcança questões relacionadas à neutralidade concorrencial, à competitividade das empresas estabelecidas no Brasil, aos investimentos e ao mercado de trabalho.
📸 Divulgação e arquivo/@viuitauna
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