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Crise financeira ameaça prefeituras mineiras em 2026

Crise financeira ameaça prefeituras mineiras em 2026

Visto em instagram.com — conteúdo original do parceiro
A situação financeira das prefeituras mineiras acende um alerta para os próximos meses de 2026. Um levantamento da Associação Mineira de Municípios (AMM) estima uma repercussão de aproximadamente R$ 28,6 bilhões nas receitas municipais entre 2020 e 2026 em razão das renúncias fiscais de ICMS e IPVA concedidas pelo Estado. A própria entidade ressalta que esse valor representa uma estimativa do impacto das renúncias, e não uma dívida de repasses vencidos. Os municípios já começaram a adotar contenção de despesas, restrição de contratações, revisão de contratos, suspensão de serviços e desligamentos de servidores para tentar equilibrar as contas. Os efeitos da pressão financeira já aparecem em diferentes cidades. Ouro Preto decretou contingenciamento de 20% em determinadas despesas e suspendeu novas contratações, novos contratos de consultoria, locações e alguns gastos com eventos até o fim do ano. Em Nova Serrana, a Prefeitura restringiu contratações, horas extras, viagens, licitações e outras despesas. Já em Catas Altas, a administração anunciou a suspensão do transporte técnico-universitário e o desligamento de 20 servidores, além de outros cortes. São Joaquim de Bicas também cancelou o Festival Aromas e Sabores, atribuindo a decisão à queda na arrecadação e à redução de repasses, priorizando serviços considerados essenciais. Com o fechamento do exercício financeiro se aproximando, novas medidas de contenção podem surgir em outras cidades mineiras. Demissões em massa, porém, ainda não podem ser tratadas como um cenário confirmado para o conjunto das prefeituras; até agora, os cortes variam de município para município. 📸 Gil Leonardi / Imprensa MG ✍🏻 Com informações Pauta 360 News / AMM
Publicado em 24/09/2026
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