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PF investiga Alexandre Pires em esquema de garimpo ilegal

PF investiga Alexandre Pires em esquema de garimpo ilegal

Visto em instagram.com — conteúdo original do parceiro
Uma carga de pó de brita enviada a uma empresa estrangeira no lugar de cassiterita, em 2023, fez com que a PF descobrisse um esquema de milionário de lavagem de dinheiro com a venda de minério extraído ilegalmente da Terra Indígena Yanomami, em Roraima. A investigação tem como um dos alvos o cantor Alexandre Pires e dois irmãos empresários. Eles foram alvos da segunda fase da operação Disco de Ouro II, deflagrada nesta quarta-feira 23/9. Segundo a investigação, Pires e uma empresa dele, produtora musical, receberam R$ 31 milhões de empresas apontadas como parte da organização criminosa. O cantor e a empresa são suspeitos de terem sido usados para fracionar, ocultar e dissimular valores obtidos com a fraude. Também foram alvos os irmãos Diego Possebon, apontado como principal articulador do esquema, e Matheus Possebon, que era empresário de Alexandre à época. O cantor nega participação. A reportagem tenta contato com a defesa dos demais citados. A cassiterita, também conhecida como "ouro negro", é o principal minério utilizado na produção de estanho, metal empregado na fabricação de diversos produtos, como latas de alimentos, peças automotivas, vidros e equipamentos eletrônicos, incluindo celulares. Por ter alto valor de mercado e grande demanda da indústria, ela é frequentemente alvo de exploração ilegal. - Empresa suíça recebeu pó de brita As investigações da PF começaram após uma empresa suíça de comércio de metais apresentar uma notícia-crime, um pedido de investigação. A empresa denunciou que o grupo, liderado por Diego Possebon, vendeu pó de brita como se fosse cassiterita e causou prejuízo estimado em US$ 48 milhões. 🔎 A brita, ao contrário da cassiterita, não é um minério. Trata-se de uma rocha, como o granito, que é usada na construção civil, e tem um valor bem abaixo que o do "ouro negro". A empresa suíça contratou, em 2021, uma empresa norte-americana para intermediar a compra de cassiterita. Segundo a investigação, a suspeita é de que a intermediadora já conhecia o mercado de mineração no Brasil e atuava no setor em parceria com Diego. 📸 Ronaldo Bernardi/Agência RBS e Érico Andrade/g1/Arquivo ✍🏻 Por G1
Publicado em 24/09/2026
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